domingo, 28 de junho de 2009

Perdida...


Perdida estou em meu olhar ,

Vazia ,oca, estagnada e magoada...

Com uma vontade louca de chorar,

Das muitas e dolorosas despedidas.

A vida roubou-me os sonhos,

Levando -me a crença e a alma,

Perdida estou em meus devaneios,

Tentando recuperar a minha calma...

Ouço o canto dos pássaros,

Eles comungam a minha dor,

Em uma sinfonia triste choram,

Em um sublime ato de amor...

Em minha solidão me pergunto

Que amor foi este teu?

Nossos sonhos foram desfeitos...

Aonde foi que se perdeu?

Sandra Galante

Frágil





Tenho flores em minhas mãos
E nem sei mais como dizê-lo
Espia como são tristes
Se abraçadas em desmazelo

É que eu vim trêmulo
Sem plano ou sensatez
Não sabendo como esconder
Minha timidez

Teu cheiro de mulher
Me desconcerta
Deixa minha alma acesa
E descoberta

Vê como estou frágil
Perdido em teu olhar
Vontade de partir
Maior vontade de ficar

Mas se me ofertares o colo
O peito, os lábios, a flor
Deitaremos num cantinho
Nos fartaremos de amor .

JULGAR O PRÓXIMO


Diz que errar é humano
Velho e conhecido adágio,
A confirmar o apanágio,
Sobre o qual não há engano,

De que sempre é pecador
Todo vivente ser mortal,
Sem que se possa, afinal,
Arvorar em grão julgador,

Nenhum outro semelhante,
Seja leigo, mestre ou doutor,
Pois cabe só ao Criador
O julgamento relevante.

Nenhum há, na Terra, portanto,
Que venha a ser importante,
A ponto de ter a bastante
Autoridade para tanto.

Há que se ter a humildade
Necessária e suficiente
A que se veja em toda a gente
Um igual, a bem da verdade.

É sempre bom procedimento
Ouvir-se o arrependido,
Fazendo-o compreendido,
Sem emitir julgamento.

O erro do nosso irmão,
Apregoa sensata voz,
Tanto a ele quanto a nós,
Serve de preciosa lição.

Assim, que aqui fique patente
O mais correto entendimento,
De se não impor julgamento
Àquele que, sinceramente,

Se reconhece em pecado,
A si próprio recriminando,
Já que não se sabe quando,
Mas vamos todos agir errado.

Mario Roberto Guimarães